sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ferromodelismo ou Ferreomodelismo

O ferromodelismo, ferreomodelismo (português brasileiro) ou modelismo ferroviário (português europeu) é um hobby, que consiste na construção de modelos de transporte ferroviário (trens, bondes, automotrizes, cenários), em escala reduzida.

O Ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos e completos existentes, sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente.

Como o próprio nome diz, Ferreomodelismo é o ramo do modelismo que procura reproduzir em escala todos os aspectos do mundo ferroviário real, ou seja, não significa apenas a mera reprodução estética de equipamentos como locomotivas ou  vagões, mas sim de todo o ambiente que cerca uma ferrovia de verdade, incluindo pátios, estações, ramais, desvios e até a reprodução da Operação Ferroviária, ou seja, reproduzir a movimentação de uma ferrovia, incluindo a formação de composições, manobras, engates e desengates, cargas e descargas, partidas e chegadas de composições de carga e passageiros.

A vantagem de ser praticado em espaços menores, o Ferreomodelismo é o único hobby dinámico onde o modelista pode interagir com diversos elementos ao mesmo tempo, ou seja, pode rodar várias locomotivas e vagões em uma maquete e ainda reproduzir cenários reais ou imaginários. Talvez por esse motivo seja um dos hobbyes mais praticados na Europa e América do Norte, países onde os rigores do inverno muitas vezes não permitem aos modelistas sair ao ar livre para praticar seus hobbies, alavancando o modelismo ferroviário.

Enquanto Hobby, o ferreomodelismo talvez seja o mais completo, pois reúne a possibilidade de detalhamento e miniaturização do Plastimodelismo e a movimentação do Automodelismo, Aeromodelismo e Nautimodelismo, com evidente vantagem sobre esses últimos, que é a possibilidade de ter cenários dinamicos em pequenos espacos físicos, ao contrário das outras modalidades, que necessitam de campo aberto, piscinas, lagos ou pistas especiais.

A reconstituição executada "nos mínimos detalhes" é a essencia do ferreomodelismo; para tanto são utilizadas diversas escalas de redução de acordo com as aptidões, disponibilidade de espaço e financeira do modelista, com o propósito de serem conseguidas miniaturizações perfeitas.

Em todo este tempo, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.

Hobby
Hobby é uma palavra inglesa que significa passatempo, ou seja, uma atividade que é praticada por prazer nos tempos livres. É uma ocupação e tem como objetivo relaxamento, alívio do stress e pode ser física ou intelectual

Para que o hobbie possa ser aproveitado ao máximo, é necessário que o ferreomodelista pesquise e aplique seus conhecimentos nas mais variadas áreas, tais como: - Micromecânica, paisagismo, técnicas de plastimodelismo, elétrica e eletrônica, estudo de relevos, técnicas de construção de maquetes prediais, entre outras.

Ferromodelismo ou Ferreomodelismo?
De acordo com as regras de formação de palavras, o primeiro elemento não pode ser um adjetivo se o segundo for um substantivo. Em outras palavras, "modelismo" é um substantivo, então o primeiro elemento não poderia ser adjetivo (férreo), e sim outro substantivo (ferro). Portanto o termo correto é ferromodelismo.

O primeiro termo "ferreo" caiu no gosto popular (no Brasil) devido à associação direta com trem de ferro, e não com o principal material utilizado no hobby, como no caso do plastimodelismo, dando a ideia de miniaturas feitas em metal.

Em Portugal é mais comum a designação "modelismo ferroviário".

Para pesquisas em inglês, o termo correto é "Rail transport modelling".

Ferreomodelismo é um hobby que proporciona diversão e alívio do stress, A prática traz benefícios para crianças na prática psicológica, intelectual e pedagógica.
- Estima-se que existam entre 15 e 25 mil ferreomodelistas em todo o Brasil.

Histórico
Não se pode precisar exatamente quando surgiu o primeiro modelo em miniatura de uma locomotiva ou vagão, mas certamente desde o advento da Ferrovia na Europa, quando o mundo adotou massivamente o transporte ferroviário.

As pessoas certamente pensaram em ter miniaturas daqueles estranhos engenhos em suas casas, tanto que os primeiros trens em miniatura foram construídos por relojoeiros alemães entre 1850 e 1856 utilizando mecanismos de corda.

Da reprodução dos modelos e criação de maquetes onde estes pudessem rodar tampouco, deve ter decorrido muito tempo, sendo que a primeira maquete Ferroviária de que se tem notícias foi construída para o filho do imperador Napoleão III em Saint Cloud, perto de Paris. Tinha o circuito "em forma de oito", com locomotiva movida a vapor vivo, puxando quatro vagões em trilhos com bitola de vinte centímetros.

Na realidade, menos do que uma maquete, era um verdadeiro exemplo do live steam, modalidade que conjuga a reprodução em miniatura dos trens com seu funcionamento através do mesmo combustível que os protótipos, ou seja, vapor e nessa modalidade, pode-se dizer que os modelos são verdadeiras jóias de precisão e delicadeza, com movimentos precisos, sendo reproduzidos manometro a manometro, tubo a tubo, detalhe por detalhe das máquinas, para que, elas funcionem como as "de verdade".

Alemanha
As primeiras miniaturas de trens das quais se tem notícia, foram fabricadas por artesãos alemães na década de 1830. Essas miniaturas feitas de folha de flandres, material que facilitava a fabricação dos pequenos trens. Eles no entanto, eram frágeis não tinham partes móveis e eram empurrados sobre trilhos.

Aos poucos, com o desenvolvimento de novas máquinas, tecnologias e ferramentas, os produtos manufaturados começaram a ser fabricados em série com uma certa qualidade e o Ferreomodelismo não foi diferente, de forma que o seu desenvolvimento verdadeiramente comercial iniciou-se em Nuremberg, na Alemanha, em 1859 na fábrica "Marklin" e em 1863 na "Bing". Surgiram também as empresas "Carette"e a "Fleishmann" em 1887.

Franca
Logo os franceses criaram sua versão do brinquedo, esta, sendo melhor decorada com pinturas mais sofisticadas, no entanto não corriam em trilhos. Ao invés disso, eram empurrados no chão.

Inglaterra
Berço da revolução industrial, os fabricantes de brinquedos ingleses encararam a miniaturização de trens de forma mais séria.

Já em 1840, os motores a vapor miniaturizados estavam disponíveis na Inglaterra, permitindo a criação dos primeiros trens em miniatura. A construção de um dos primeiros modelos movidos a vapor é atribuída a Sir Henry Wood.

É interessante notar que os artesãos europeus dedicados à fabricação de instrumentos musicais foram os primeiros a se dedicar a fabricação de trens de brinquedo, e logo passaram a utilizar mecanismos de relógios para eliminar os problemas das primeiras versões a vapor.
Modelos complexos feitos de bronze foram feitos para crianças de famílias ricas pela Newton & Co., de Londres, no entanto, não eram realistas, nem seguiam uma escala.

Na Inglaterra, a "Basset-Lowve" passou a importar a partir de 1900, miniaturas de modelos ingleses 
fabricadas na Alemanha.

O Brinquedo
Em seguida vieram os "trens de brinquedo" que rodavam sobre trilhos; primeiro com sulcos, depois com trilhos reais montados à vontade, e permitiram os primeiros circuitos ovais, equipados com diferentes ramais, cruzamentos e mudanças de via. Naquela época, no entanto esses modelos de trens eram "brinquedos de luxo", em chapas de metal estampadas, perfuradas e/ou litografadas. Esse tipo de produto fabricado com folha de flandres, foi evoluindo até 1910, e era chamado genericamente de "tin plate" (literalmente "folha de estanho").

As empresas:-  JEP, Hornby e Märklin, entre outras, faziam modelos miniaturizados em escalas entre 1:15 e 1:45, sem nenhum padrão estabelecido entre as diferentes marcas. Esse é um período em que esse material que reproduzia trens verdadeiros, é encarado como brinquedos, e não como modelos, não havendo nenhum compromisso com o realismo e os detalhes.

Em 1891, a Märklin apresenta um trem movido à mecanismo de relógio (corda), o primeiro conjunto completo com locomotiva a corda, vagões, trilhos e acessórios, mas a maioria da produção é de trens de suspensão ou trens de chão. Esses modelos continuaram nos catálogos dos fabricantes até 1930.
Os modelos mais populares naquela época, eram "reproduções livres", ou seja, não havia nenhum rigor ou compromisso com a exatidão das reproduções.

Por exemplo: - a locomotiva Pacific com seus seis eixos, foi, na maioria das vezes reduzida a dois eixos nas reproduções. Modelos de metal mais sofisticados existiam. Eles eram fornecidos por firmas especializadas, como a Bing com sua "Black Prince" de 1902; ou a "locomotiva especial n°2" produzida pela Hornby em 1929; ou por artesãos, como os franceses Fournereau, Gaume e Lequesne por exemplo; os primeiros modelistas ferroviários precisavam construir seus modelos completos a partir do zero.

Os primeiros modelos mais fidedignos aos trens da época, eram praticamente artesanais, sendo vendidos a um preço que tornou esse passatempo uma atividade burguesa.

Japão
No Japão, os amadores e artesãos construíam suas próprias réplicas, bastante fiéis às locomotivas originais, em latão, nas escalas I ou 0. Esses modelos, no entanto, tinham o status de arte eram usados para exibição estática em prateleiras.

Ferromodelismo Moderno
Não demorou para que o público demandasse mais do que apenas as locomotivas. Eles queriam comprar sistemas completos e cada vez mais complexos, com pistas em vários formatos, carros de passageiros, vagões de carga e réplica de estações.

Märklin
Enquanto isso, a Märklin, uma fabricante de brinquedos alemã, que desde 1891 vinha sendo comandada pelos filhos (Eugen e Karl) do seu fundador: - Theodor Märklin introduziu a primeira pista dividida em seções em forma de oito. Foi a Märklin que também produziu a primeira miniatura de trem movida à eletricidade da Europa.

Exposição Universal de 1900
Durante a Exposição Universal de 1900 de Paris, um fabricante de brinquedos alemão, Stefan Bing, e a firma britânica Bassett-Lowke formaram uma parceria para produzir as réplicas de trens mais autênticas na Europa. As ações de Bing despertaram o interesse público de colecionadores de trens ao distribuir um livro sobre o processo de montagem chamado "The Little Railway Engineer".

Estados Unidos
Com a popularização das pequenas miniaturas na virada do século, muitos fabricantes que se tornaram "lendários" surgiram nos Estados Unidos, como: - Ives, Lionel e American Flyer que se tornaram as mais populares do ferromodelismo americano.

Nesse cenário, temos a "Ives" como uma das fábricas pioneiras, mas cabe a Lionel Cowen um espaço destacado nesse universo, pois lançou o seu trem elétrico em 1907 e já em 1914, trens em miniatura com uma escala mais adequada a utilização "caseira",  funcionando com trilhos em baixa voltagem (outra vantagem sobre as perigosas linhas de 110 e 220 volts), através de alimentação com transformadores, que popularizaram a escala "O" (1:43,5) e transformaram o nome LIONEL em sinonimo de Trem em Miniatura até hoje.

A Ives, fundada em 1868, tinha um slogan característico: "Ives toys make happy boys" e era bem conhecida pela qualidade das suas réplicas e seu serviço de reposição de peças.

A Lionel, fundada no início da década de 1900 por Joshua Lionel Cohen, produziu as mais famosas réplicas de todas. A empresa começou fabricando pequenos motores elétricos para as pequenas réplicas, mas logo após a Primeira Guerra Mundial, tornou-se a maior fabricante de réplicas de trens. Uma das razões do sucesso era que os trens da Lionel eram mais realísticos que os de todas as outras, com motores potentes e construção resistente. Eles se tornaram o "padrão de excelência" americano para a construção de réplicas de trens. Além disso, a Lionel pintava seus trens com cores brilhantes e chamativas, que estimulavam compradores e colecionadores de todas as idades.

A American Flyer, "explodiu" no mercado de réplicas com trens numa escala maior e mais baratos durante a década de 1920. Os seus trens de passageiros com decoração elaborada foram um grande sucesso.
A agressiva Lionel, no entanto, surpreendeu novamente oferecendo modelos ainda mais impressionantes. A American Flyer sucumbiu em 1967. Depois da Segunda Guerra Mundial, as réplicas se tornaram ainda mais detalhistas e funcionais, o que foi muito apreciado por colecionadores.

Brasil
Fundada em 1967, a Indústrias Reunidas Frateschi é a única fabricante da América Latina de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. Situada em Ribeirão Preto, no interior paulista, tem a missão de divulgar e preservar a memória ferroviária do Brasil, por meio da prática do ferreomodelismo.

A empresa tem a convicção de que importantes relações humanas como a interação entre pai e filho, avô e neto e amigos são fortalecidas em momentos descontraídos durante a prática deste hobby.
Com atuação nacional e internacional, a Frateschi possui representantes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará e Pernambuco, além do Distrito Federal. No exterior, seus representantes estão na Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, Rússia, Suíça, África do Sul e Taiwan.

Saber mais acesse: www.frateschi.com.br

O Amor
Adultos e crianças hoje em dia, constroem layouts tão realistas e elaborados que os observadores ficam encantados com os pequenos trens em movimento. Eles se reúnem com suas famílias e amigos para restabelecer o amor pela "era dos trens" e pelas memórias de infância.

Comandos Elétricos
Nesses primeiros tempos, como os modelos geralmente eram construídos de forma artesanal por mestres relojoeiros ou artesãos especializados, geralmente para famílias abastadas, os tipos de soluções encontradas para a movimentação dos trens era o mais diversos possível, indo de complicados esquemas de corda ou vapor até os perigosos modelos movidos a eletricidade direta da tomada, ou seja, 110 ou 220 volts, o que eletrocutou certamente mais de um candidato a maquinista mirim.

Já em 1905 surgem os primeiros comandos elétricos, e os primeiros trilhos elétricos em 1930. Uma concorrência foi estabelecida entre o sistema de três trilhos (sendo apenas o central energizado), proposto pela Lionel, e o de dois trilhos ambos energizados e mais realista.

Em 1923, o sucesso foi imediato mas ainda assim na Europa apenas eliminaram-se os trens que funcionavam com 110V e 220V, porém coube as empresas européias o lançamento do conceito de Ferrovia de Mesa, ou seja, uma idéia lançada para as vendas de natal daquele ano de uma mini-ferrovia que pudesse ser completamente montada e operada sobre uma mesa normal de jantar.

Em 1935 a "Trix" além introduziu um sistema elétrico de controle que permitia dois trens elétricos funcionarem simultaneamente nos mesmos trilhos.

Foi lançada na década de 1950 pelos fabricantes Alemães "Marklin", "Fleishmann" e "Trix".

Hoje, vemos como normal a utilização da captação da corrente em dois trilhos, como nos protótipos, porém, a corrente alternada com sistema de tres trilhos foi muito utilizada por todos os fabricantes até a década de 50, quando popularizou-se o sistema de corrente contínua (com dois trilhos), novamente através dos fabricantes Alemães.

Controles
Os trens atuais em escala HO, rodam em pistas de dois trilhos, alimentados por corrente contínua (CC), variando a tensão aplicada aos trilhos para alterar a velocidade, e a polaridade para mudar a direção, ou usando um Controle de Comando Digital (DCC), enviando sinais digitais para um decodificador em cada locomotiva. Alguns modelos, especialmente os da Märklin, usam corrente alternada (CA) fornecida por um "terceiro trilho" que consiste em pequenas saliências no centro da pista.

Em pistas simples e temporárias, a energia é fornecida por uma "unidade de força" consistindo de um transformador e um retificador, associado a um reostato ou potenciômetro para controlar a tensão aplicada aos trilhos (e a velocidade do trem), e um interruptor para controlar a direção invertendo a polaridade dos trilhos.

Em pistas permanentes, várias "unidades de força" são utilizadas, dividindo a pista em partes chamadas "blocos, cada uma alimentada por uma unidade, selecionada por uma chave ou relé. Com o surgimento do Controle de Comando Digital (DCC), a necessidade de divisão em blocos foi praticamente eliminada, pois os controles computadorizados podem controlar qualquer trem em qualquer parte da pista a qualquer hora, com poucas limitações.

Escalas
Vivia-se uma transformação social em praticamente todo o mundo, onde a burguesia das cidades começava a enfrentar seus primeiros problemas de espaço, posto que as enormes casas no campo transformavam-se em habitações com menos espaço nas cidade e a operação de mini-ferrovias do porte das existentes na época começava a inviabilizar-se.

Escala HO
A escala HO ou H0, é a escala mais popular do ferromodelismo nos dias de hoje.
A denominação escala HO deriva do fato que a relação 1:87 é aproximadamente a metade da Escala 0 (1:43,5), que era a menor das antigas escalas 0, 1, 2 e 3 introduzidas pela Märklin por volta de 1900.

Características
De acordo com o padrão S-1.2 da National Model Railroad Association (NMRA) usado de maneira predominante nas américas, na escala HO, 3,5 mm representa o equivalente a um pé (304,8 mm); o que equivale a uma relação de 1:87,0857142, normalmente arredondada para 1:87,1.

Já de acordo com o padrão NEM 010 da MOROP predominantemente usado na Europa, a escala é exatamente 1:87. Na escala HO os trilhos tem a bitola de 16,5 mm, representando a bitola real de 1.435 mm.

Depois da Primeira Guerra Mundial houve uma série de tentativas de introduzir um modelo ferroviário numa escala que fosse mais adequada às menores dimensões das casas e de fabricação menos custosa, o que representava metade, em inglês: Half, da dimensão da escala mais popular da época que era a escala O. A escala HO (Half O), foi criada para atingir esses objetivos. Para essa nova escala, uma bitola de trilho de 16,5 mm foi escolhida para representar a bitola padrão de 1.435 mm dos protótipos (ferrovias reais), e a relação de 1:87 foi escolhida para os modelos.

Desde 1922, a empresa Bing de Nuremberg comercializava uma "Ferrovia de Mesa" que permaneceu no mercado por vários anos. Esse modelo, designado na época como "OO" ou "HO", vinha com uma pista elevada, simulando o lastro (camada de pedras britadas).
O sucesso foi muito grande e estavam lançadas as bases para a difusão da prática do Ferreomodelismo em qualquer residencia. Esse sistema utilizava locomotivas movidas a corda com quase metade da escala "O", tinha trilhos com bitola de 16mm, permitindo raios de curva com 36cm.

A partir daí, aperfeiçoamentos com as diversas escalas associadas aos tipos de bitola existentes levaram ao refino dessa escala, surgindo a escala "HO" ou Half-O, metade da O. Essa escala em exatos 1:87 e a mais difundida atualmente no mundo.

No início, os trens eram movidos à corda de relógio, mas a partir de 1924, passaram a ser movidos por energia elétrica. Fabricantes de acessórios, como a Kibri comercializavam estruturas e construções na mesma escala, o que continua ocorrendo até os dias de hoje.

Na feira de negócios de Leipzig da primavera de 1935, um modelo de mesa elétrico chamado "Trix Express", foi exibido, ostentando uma bitola descrita como Half Nought Gauge, que foi abreviada para bitola OO ("nought-nought"). A Märklin, uma outra empresa alemã, seguiu na mesma linha, apresentando seus modelos na bitola OO na feira de negócios de Leipzig de outono de 1935. A bitola OO da Märklin que surgiu mais de dez anos depois da "ferrovia de mesa" da Bing era muito similar ao daquela. Na versão da Märklin, no entanto, os trilhos eram fixados num lastro de estanho como numa ferrovia real, enquanto o da Bing, os trilhos eram estampados no lastro, fazendo com que os trilhos e o lastro fossem feitos de uma única chapa de metal.
Trens na escala HO foram lançados em vário lugares em resposta à pressão econômica da "Grande Depressão". Esses modelos surgiram primeiro no Reino Unido, inicialmente como uma alternativa para a bitola OO, mas não conseguiu competir comercialmente com aquela que já estava estabelecida.

No entanto, a escala HO se tornou muito popular nos Estados Unidos, onde ela estreou no final da década de 1950, depois que o interesse nos trens de brinquedo declinou e o mercado passou a dar mais ênfase no realismo para atender a demanda dos hobbystas. Enquanto a escala HO, por sua natureza, é mais delicada que a escala O, o seu tamanho menor permitia aos praticantes de ferromodelismo colocar praticamente o dobro de detalhes, estruturas e construções em seus modelos na mesma área usada na escala O.

Na década de 1950, a escala HO começou a participar com mais força do mercado, e na década de 1960, ela começou a ultrapassar, não só a popularidade da escala O, como a de outras, fazendo com que fabricantes tradicionais de outras escalas, como a A. C. Gilbert e a Lionel, começaram a fabricar modelos na escala HO. Atualmente, a escala HO é a mais popular do ferromodelismo, tanto na Europa continental quanto na América, enquanto a escala OO ainda domina o mercado do Reino Unido.

Existem alguns hobbystas na Grã Bretanha que usam a escala HO. Para eles, foi criada a British 1:87 Scale Society em 1994; e a revista Continental Modeller ambas voltadas para informações relacionadas ao uso da escala HO. Hoje em dia, existem, não somente locomotivas, vagões e pistas, mas também uma ampla gama de acessórios, estruturas, construções e figuras para montagem de dioramas complexos na escala HO fornecidos por muitos fabricantes e com várias faixas de preço.

Na Inglaterra porém, convivem as duas escalas, pois a "Hornby", surgida em 1912, fabrica trens na escala "OO" até os dias de hoje, os quais rodam nos mesmos trilhos da escala HO.

Na década de 1960, o surgimento da escala "N" (1:160).

Em 1972, surgiu na Alemanha, o lançamento da escala "Z" (1:220) pela "Marklin", com trilhos na bitola de 6,5mm.

Escala/Bitola
21:22,564 mm
G1:22,545 mm
11:3245 mm
01:4832,75 mm
0n301:4816,5 mm
0n21:4812,5 mm
001:7216,5 mm
001:7616,5 mm
H01:8716,5 mm
H0e1:879 mm
TT1:12012 mm
N1:1609 mm
Z1:2206,5 mm
T1:4503 mm
T1:4803 mm


1:1


1:4 (Grand Scale)


1:8 (Live Steam)


1:24(G)


1:48(O)


1:64(S)


1:87(HO)


Escala Brio


1:160(N)


1:220(Z)


1:24(G), 1:48(O), 1:64(S), 1:87(HO), Brio, 1:160(N), 1:220(Z)


1:8, 1:16, 1:12, 1:24(G), 1:48(O), 1:87(HO), 1:160(N), 1:220(Z)

Abaixo, apresentamos um quadro com as escalas mais comuns no Ferreomodelismo.

Proporção – Bitola – Nome - Observações
1 : 220   6,5mm  Z             Escala pouco praticada no Brasil. Material 90% Europeu
1 : 160   9,0mm  N            Vem crescendo no Brasil a partir da redução de custos do material, principalmente o Americano. Maior vantagem no espaço reduzido que utiliza.
1 : 87     16,5mm HO        Escala mais comum no Brasil e no Mundo
1 : 76     18,8mm OO       Escala que ainda resiste fortemente na Inglaterra
1 : 64     23,0mm S            Pouco praticada, voltada para competições
1 : 43,5  32,0mm O           Pouco praticada, voltada para competições
1 : 32     44,0mm I             Pouco praticada, voltada para competições
1 : 22,5  44,5mm               G            Pouco praticada, voltada para competições

Vantagens da HO
A popularidade da escala HO reside no fato dela ser uma escala "intermediária". Ela é grande o suficiente para permitir um bom nível de detalhes nas reproduções (melhor que as escalas menores como a N e a Z), e pode ser manipulada facilmente por crianças com menos risco de as partes serem engolidas.

Os modelos em escala HO são mais baratos que os menores devido ao maior custo de fabricação do ferramental para produzir detalhes nas escalas N e Z por exemplo, e também mais baratos que as escalas S, O e G, devido à menor quantidade de matéria prima necessária para a fabricação dos modelos.

O maior público e a economia de escala resultante, também ajudam a diminuir os preços dos modelos em escala HO. O tamanho por si só, permite elaborar pistas relativamente complexas em espaços razoáveis, não tanto quanto a "N", mas consideravelmente mais que a "S" ou "O".

Em resumo: a escala HO permite o equilíbrio entre os detalhes das escalas maiores e a menor demanda de espaço das menores.

Bitolas
Os termos "bitola" e "escala" são usados indistintamente no ferromodelismo; no entanto, essa prática não está correta. O termo "escala" refere-se ao tamanho do objeto em questão, enquanto o termo "bitola" refere-se apenas a largura entre faces interiores dos trilhos. Como explicado abaixo, a escala HO faz uso de várias bitolas, todas na escala 1:87.

A escala HO tem várias bitolas, permitindo representar tanto a chamada "bitola padrão" quanto a "bitola estreita" na escala 1:87. As normas, são definidas pela NMRA na América e pela NEM na Europa continental. Apesar das normas serem semelhantes permitindo algum nível de compatibilidade, hoje em dia, elas ainda não são idênticas.

É importante notar que a escala não necessariamente quer dizer a bitola dos eixos dos trens. Existem diversas bitolas no mundo, sendo que a mais comum 'e a 1453mm, que dividida por 87, d'a 16,49mm (16.5mm), escala HO.

Bitola     Nomes  Protótipo (*)       Notas
16,5 mm              HO (NMRA) e H0 (NEM)              bitola padrão (1.435 mm)            pistas de 16,5 mm são usadas para as escalas OO e Sn3½ (para representar as bitolas estreitas).
12 mm  HOn3½ (NMRA) e H0m (NEM)  bitola métrica (1.067 mm)           A "bitola métrica" é usada no Oeste e no Leste da África, em alguns outros países, como: África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Japão (no Shinkansen), além de muitas linhas de bondes. As escalas H0m e HOn3½ usam pistas da escala TT comercialmente disponíveis.
10,5 mm              HOn3 (NMRA)  bitola estreita (914 mm)              A bitola de 914 mm era de uso comum nas minas e em algumas linhas curtas dos Estados Unidos, particularmente nos estados do Oeste.
9 mm    HOn30 (NMRA) e H0e (NEM)    bitola estreita (762 mm)              Tipicamente usada para reproduzir linhas de bitola entre 610 e 762 mm. Usa pistas da escala N comercialmente disponíveis.
6,5 mm HOz (NMRA) e H0i (NEM)           bitola estreita (381 mm)              Usa pistas da escala Z comercialmente disponíveis.

O termo protótipo em ferromodelismo, denota o objeto real a ser reproduzido em escala.
Abaixo as bitolas mais conhecidas:

Bitola (mm)  País
760         África e Índia
1000      América do Sul
1067      África e Índia
1453      Canadá, EUA, Europa
1600      Brasil, Irlanda, Austrália
1670      Espanha, Portugal, Índia, Alguns países da América do Sul

Alguns países, como o Brasil, em determinados trechos possuem trilhos que compatibilizam duas bitolas. São trilhos onde há uma guia-base e duas guias opostas, onde pode-se trafegar com outro tipo de bitola.

Revistas
Surgem as primeiras revistas especializadas: - duas são publicadas no Japão na década de 1930, período em que surgem: - a Model Railroader em 1935, nos Estados Unidos e a Loco-Revue em 1938, na França.

Ferromodelistas
Com o passar do tempo, alguns entusiastas, buscaram meios para que as réplicas se tornassem mais realistas e tivessem um melhor acabamento: - esses podem ser considerados os primeiros "ferromodelistas".

Modelismo
Com o passar do tempo, o modelismo em geral e o ferromodelismo em particular deixou de ser encarado como apenas um nicho na linha de produção de fábricas de brinquedos, exigindo dedicação exclusiva dos seus fabricantes.

Atualmente, a única empresa que produz artigos de ferromodelismo comercialmente na América do Sul, é a Indústrias Reunidas Frateschi, fundada em 1958, comumente chamada simplesmente de Frateschi, localizada em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Fabricantes de Ferromodelismo
Accurail
Airfix
ACME (Anonima Costruzioni Modellistiche Esatte)
American Flyer
American Z Line
Aristo-Craft Trains (extinta em 2013)
AR Kits
Arnold
Associated Hobby Manufacturers (extinta)
Athearn
Atlas Model Railroad
Auhagen
Auscision Models
Austrains
Bachmann Industries
Bassett-Lowke
Bavaria
BEMO
Bing
Bowser Manufacturing
Bachmann
Broadway Limited Imports
Con-Cor
Dapol
Doepke (extinta)
DJH Models and Kits
Exley
Eggerbahn
ExactRail
Eureka Models
Faller
Ferris (extinta)
Fleischmann
Frateschi
Fulgurex
G.& R. Wrenn Ltd
Graham Farish ("Grafar")
Great West Models
Gützold
HAG
Hartlan Locomotive Works
Haskell
Heljan
Herpa
Hornby
Ibertren
Intermountain
International Hobby Corp.
JMRI (software de código aberto)
Jouef
Kadee
Kato
Kemtron Corporation (extinta 1964)
Klein Modellbahn
Kleinbahn
Kuehn-modell
Lego
Lemaco
Lesney Products (Matchbox)
Lehmann-Groß-Bahn
Life-Like
Liliput
Lima
Lionel
Marx
Mainline
Mantua Metal Products, depois Tyco Toys (ambas extintas em 2001)
Märklin
Mehano
Merkur
Merten
Micro-Trains Line
Minitrains
Model Power
Hasegawa
MTH Electric Trains
Noch
Peco
PIKO
Playcraft (extinta)
Playmobil
Powerline
President's Choice en
Rapido
Rapido Trains (Canada)
Rio Grande Models, Ltd.
Rivarossi
Roco
Rocrail (software de código aberto)
Rokal
Rokuhan
Seven
Southern Rail Models
SDS Models
SceneryScapers
Stewart Hobbies
Tenshodo
Tomix
Touch Rail
Tillig
Trainorama
Tri-ang Railways
Trix/Minitrix
USA Trains
Varney
Viessmann
Vitrains
Vollmer
Von Stetina Artworks
Wiking
Walthers
Williams
Woodland Scenics
Worsley Works
Wuiske

Clubes e Associações
O primeiro clube de ferromodelismo, foi o The Model Railway Club, fundado em Londres em 1910. 

Esta nova paixão chega à França após a Primeira Guerra Mundial. A primeira associação francesa de ferromodelismo, foi a Association française des amis des chemins de fer (AFAC), criada em 1929, e desde então está localizada no subsolo do terminal "Gare de Paris-Est", em Paris.

Clubes ou Associações de Ferromodelismo
Brasil

Distrito Federal
SMFB - Sociedade de Modelismo Ferroviário de Brasília - Brasília
Minas Gerais
AMF - Associação Mineira de Ferromodelismo (Desde 1964) - Belo Horizonte
GVPMCF - Grupo Viçosense de Preservação da Memória e Cultura Ferroviária - Viçosa
SMMF - Sociedade Mineira de Modelismo Ferroviário - Belo Horizonte
Paraná
ALLFe - Associação Ludo-Londrinense de Ferromodelismo (ALLFe) - Londrina
APF - Associação Paranaense de Ferreomodelismo e Memória Ferroviária - Curitiba
Pernambuco
APEFE - Associação Pernambucana de Ferromodelismo e Preservação Ferroviária - Recife
Rio de Janeiro
ABPF-RJ - Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - Regional Rio de Janeiro
AFERJ - Associação de Ferromodelismo do Estado do Rio de Janeiro (Estação de Barão de Mauá) - Rio de Janeiro
AFMF - Associação Fluminense de Modelismo Ferroviário (Clube do Trem) (Praça da Bandeira) - Rio de Janeiro
Venerável Ordem 1ª da Confraria do Trem (Grupo não oficial) - Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
AGAFER - Associação Gaúcha de Ferromodelismo - Porto Alegre
ASCAFER - Associação de Ferromodelismo de Caxias do Sul - Caxias do Sul
CLUBE SUL - Clube Sul de Modelismo - Porto Alegre
Santa Catarina
AMJ - Associação de Modelismo de Joinville - Joinville
São Paulo
ABF - Associação Bebedourense de Ferromodelismo - Bebedouro
ABF - Associação Botucatuense de Ferromodelismo - Botucatu
ABM - Associação de Ferromodelismo e Preservação Ferroviária Barão de Mauá - Ourinhos
AFA - Associação de Ferromodelismo de Araraquara - Araraquara
AFEBS - Amigos Ferromodelistas da Baixada Santista - Santos
AFESB - Amigos Ferromodelistas de São Bernardo do Campo e Região - São Bernardo do Campo
AGFEMF - Associação Garcense de Ferromodelismo e Memoria Ferroviária - Garça
AJFPF - Associação Jundiaiense de Ferromodelismo e Preservação Ferroviária - Jundiai
AMFEC - Associação de Modelismo Ferroviário de Campinas - Campinas
AMOLA - Associação de Modelismo da Lapa - São Paulo
ANPF Ferreomodelismo - Associação Nacional de Preservação Ferroviária - Dept° de Ferromodelismo - Sabaúna
APFFB - Associação de Preservação Ferroviária e de Ferromodelismo de Bauru - Bauru
ARF - Associação Ribeirão-pretana de Ferromodelismo - Ribeirão Preto
ASPAFER - ASPAFER - Associação Paulinense de Ferromodelismo e Preservação Histórica - Paulínia
CPMF - Clube Paulista de Modelismo Ferroviário - São Paulo
FCABC - Ferroclube do ABC - São Paulo
NFEFPP - Núcleo de Ferromodelismo da EFPP - São Paulo
GMMS - Grupo Maquete Modular de Sorocaba - Sorocaba
SBF - Sociedade Brasileira de Ferromodelismo - São Paulo

Hoje em dia, com o aperfeiçoamento das máquinas, moldes e métodos de fabricação, os modelos industriais atingiram um nível de perfeição muito grande, reproduzindo fielmente os detalhes nos modelos.
De qualquer forma, o Ferreomodelismo é um hobby fascinante, envolvente, que desenvolve nos praticantes um elevado senso artístico, habilidades como coordenação motora, paciencia e criatividade, enfim, é um companheiro ideal para o relaxamento e eliminação do stress do dia a dia.

Referências
Lamming, Clive. Trains miniatures. Auray: LR Presse, 2007. p. 149. ISBN 2-903651-40-X Erro de citação: Código inválido; o nome "Lamming" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes,
Coletivo. Le Patrimoine de la SNCF et des chemin de fer français. [S.l.]: Éditions Flohic, 1999. p. 776 a 787. vol. 2. ISBN 2-84234-069-8 Página visitada em 30/06/2015.
Linda L. Coulter. (1993). "History of model trains". Friends 'n Neighbors. Visitado em 20 de junho de 2015.
Jacques Le Plat. (1987). "Le train miniature nouveau: Hobby créatif de notre temps". Loco revue Hors Série (1). LR Presse.
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«The Model Railway Club». The Model Railway Club Ltd. Consultado em 19 de julho de 2015
«Présentation de l'AFAC». Association Française des Amis des Chemins de fer. Consultado em 19 de julho de 2015
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«Termos Técnicos e Siglas no Ferromodelismo - "ESCALA"». Ferromodelismo Brasil - Dicas. ferromodelismobrasil.com.br. 17 de maio de 2012. Consultado em 3 de julho de 2015

Bibliografia
David Thompson: Railway Noise and Vibration: Mechanisms, Modelling and Means of Control, Elsevier, Oxford 2009, ISBN 978-0-08045-147-3 (em inglês)
Chris Ellis: The Hornby Book of Scenic Railway Modeling, Bloomsbury, USA 2010, ISBN 978-1-84486-112-5 (em inglês)
Richard Bardsley: Making a Start in N Gauge Railway Modelling, The Crowood Press Ltd., Ramsbury 2013, ISBN 978-1-84797-650-5 (em inglês)
Jeff Wilson: The Model Railroader's Guide to Industries Along the Tracks 3, The Donohue Group Inc., 1964, ISBN 978-0-89024-701-3 (em inglês)
W. A. Corkill: Railway modelling: an introduction, David & Charles, 1979, ISBN 978-0-71537-571-6 (em inglês)
Whitehouse/ Levy: Histoire illustrée des trains miniatures. Bison book limited, ISBN 2-85961-093-6 (em francês)
De Ville / Alain van Den Abeele: Märklin, miroir de son temps. Gsn / IHM Publishing, ISBN 2-88468-015-2 (em francês)

Consultas
Search Wikimedia Commons                     
H0 scale ou H0m scale ou
H0e scale ou H0n3 scale
Model Railroad Layout Tours: HO Scale (em inglês)
Tony Cook's HO-Scale Trains Resource (em inglês)

Webcomic satire on HO scale (em inglês)

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